domingo, 28 de outubro de 2012

sobre as mudanças

 
 
Primeiro vieram as rachaduras, os utensílios quebrados, as imagens rasgadas, o barulho por nada. Muito após surgiu a escolha pelo silêncio na minha casa interior para que eu pudesse ouvir e descobrir de onde vinham os ruídos. Depois, a sensação de fracasso; não tinha muito o que se remendar por dentro, o desajuste maior era fora de casa e quanto a isso eu nada podia fazer a não ser mudar de morada.
Mas aí surgiu o incômodo do barulho de fora que insistia em se manter perto. Logo após, o arrependimento de ter sido tão boba e ter permitido que aquilo se alojasse tão dentro de mim e estragasse tanta coisa. Depois a raiva por novas coisas quebradas, mais rachaduras, mais barulho quando eu já havia decidido me mudar e me calar.  Mas por fim e assustadoramente,  veio o novo sentimento da indiferença.
Me assustei pois sentia uma certa culpa pelo alívio e felicidade que sentia quando tudo ainda era recente.  Juntar os novos-velhos cacos, limpar a nova casa, foi como tomar um banho de alfazema. Não havia mais tragédia, tudo era esperança.
Aprendi então que a real indiferença nos traz paz e novamente, o silêncio. E essa paz nos traz cores novas para as nossas lentes oculares e um caminho todo em branco. E foi essa miscelânia de gestos e cores que me confundiu e desviou o meu foco para o que é belo e tranquilo. O silêncio agora é oportunidade para compor uma nova melo[dia].  
Meu coração vai ser cuidado e meus olhos serão amaciados e enamorados por uma vida que se mostra totalmente fascinante.
E por isso, pela paz, pelo silêncio, pela renovação e sensação de tran-qui-li-da-de, meu corpo está voltando ao normal, minha mente volta a funcionar por si e minhas psoríases sumiram. As pessoas percebem isso em mim e comentam o quanto estou mais bonita.
Tenho paz, minha gente.
Aqui já pode entrar sorriso bobo, frio na barriga quando chega, é pra trazer mensagem boa. A vontade de escrever aqui neste espaço, já vejo de longe que ela está chegando e me trazendo um punhado de flor.
 
 

sábado, 18 de agosto de 2012

Dos diálogos

- E ele me trata tão bem, sabe? Sempre me sinto uma princesa perto dele. Se eu penso em querer algo, ele chega com este algo. Se precisar dele em 5 minutos aqui-e-agora, ele chega. Tem um jeito de olhar todo terno quando falo. Me beija lindo quando peço, me abraça quente e forte quando eu preciso.

- Você não vai suportar tanta paz.

(Silêncio)

sábado, 23 de junho de 2012

Descobri que há bruschettas e Bruschettas

Não tem jeito, quando a falta da tal criatividade e a falta de tempo me apertam, eu sempre recorro às bruschettas. Rápidas, fáceis e deliciosas. Mas há outra coisa que descobri sobre as bruschettas: elas podem ficar ainda melhores!
De longe, foram as melhores que você já fez!” – Tico, o namorado devorador de carboidrato.
E foi verdade, nunca comi nada igual e por um pequeno-grande detalhe: o pão.
Comam Ciabatta! (pronuncia-se Tchiabata) que no português, olha que engraçado, significa chinelo. E dá pra entender o motivo, é um pão massudo, duro quase como um chinelo, rs. Ah, e delicioso.
Podem me chamar de doida, mas a textura na boca parece de um file mignon muito macio. Se mora aqui na região, eu encontrei no G Barbosa perto do shopping de Juazeiro, numa mesa pertinho da padaria, e custou coisa de 2 reais. Gostoso, barato e para ser perfeito, ele só deveria emagrecer.
Por isso ontem descobri que Há buschettas e BRUSCHETTAS.
Essa versão Glam é para fazer para alguém especial (nisto, se inclua).



Ingredientes:
1 baguette de ciabatta
50g de queijo Gruyère 
Azeite
Tomate e pimentão picados bem pequenos e marinados* por pelo menos meia hora na geladeira
Temperos: orégano, azeite, vinagre de vinho tinto, sal e pimenta do reino.
Manjericão fresco
Alho
* Marinar: é uma técnica culinária que consiste em colocar os alimentos numa mistura de temperos, muitas vezes na forma líquida, antes de cozinhar

Recheio:
Linguiça defumada frita
Alho negro
Tomates
Preparo:
O segredo de uma boa bruschetta consiste no preparo das torradas que devem ficar crocantes por fora e macias no seu miolo e nisto, o pão ciabatta foi o melhor. Bruschettas ressecadas demais cortam o céu da boca e bruschettas moles demais desmancham e se quebram.
Primeiro de tudo, ligue o forno a 180°C e vá preparar o tomate e pimentões cortando em pedaços pequenos. Essa é a parte mais chata do serviço, mas nada que uma boa música e uma cervejinha gelada não resolvam.
Despeje tudo numa vasilha com tampa e tempere como quiser. Eu usei: vinagre, azeite, sal, orégano e pimenta moída na hora. Coloque na geladeira tampado.
Unte uma forma com azeite e esfregue um dente de alho pra transferir o seu perfume.
Corte a baguette em fatias de dois dedos de largura e coloque para assar na forma untada por 15 minutos no forno que pedi lá atrás para pre-aquecer. (Esta temperatura de 180 graus não é frescura, é ela quem permite um aquecimento prolongado sem queimar ou endurecer o pão)
Enquanto isto, corte o queijo em fatias. Retire as torradas do forno e aqui vem o pulo do gato:
Lembra do seu tomate marinando? Retire da geladeira, pegue uma colher e regue as suas torradas com uma colher de caldo em cada uma delas. Se não tiver quase nada de caldo, unte com azeite. Coloque a fatia de queijo por cima e devolva ao forno até que o queijo comece a derreter.
Derreteu? Retire do forno e vamos aos recheios. Neste dia usei calabresa defumada frita + tomates e  tomates + pedaços de alho negro que são como comer pedaços de céu. O alho negro não encontrará aqui por enquanto. Estes meus são fruto de uma peregrinação que eu e a minha princesa do bailinho (vulgo Paty Catizani) fizemos no Mercado Central lá em BH e me custou 15 reais um potinho de nada com um tantinho de nada, mas eu precisava experimentar!  
Bruschettas devidamente recheadas? Se sobrou molho, regue mais uma vez um pouquinho em cada e devolva ao forno mais uma vez. 5 minutinhos só para amornar os tomates, retire do forno, transfira para um prato e toque final com folhinha de manjericão por cima para quem é de folhinha
Agora é só encontrar um bom filme, Um bom vinho (que não precisa ser caro), Uma boa companhia (a sua própria também serve) e buon appetito!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ando tão borocochô, passando os dias. Perceberam que agora me escondo na cozinha? É uma boa forma de fugir de um mal estar em mim. Nada de muito grave. Acho que viver requer pausas, muito embora esta esteja se prolongando. Não faz mal. Ou faz. E isso é bom, pelo menos para a psicanálise. Tenho seguido os dias assim, lendo uma coisinha aqui e acolá, umas cervejotas por alí, e uma saudade enorme de alguns amigos.

Agora além de cozinhar, quero aprender a costurar. Não sei de onde vem essas minhas invencionices. Quer dizer, sei sim. Vem do meu pai, que agora danou-se a querer aprender a tocar violão, aos 57 anos. Aliás, muito de mim vem dele. O que confesso, essa parte é uma pena. Ele é difícílimo, mas por ser homem, torna-se instigante. Eu, por ser mulher, torno-me assustadora. Búh.

domingo, 22 de abril de 2012

E batatas picantes, já comeu ?



Sabe aquela preguiça de domingo? Pois é, amiga caminhoneira. E por mais que o mercado seja alí na esquina, o sol que tem feito aqui pelas bandas no sertão não tem sido nada animador. Então bore se virar com o que tem na geladeira? E o que eu tinha? Batatas. Sabe as batatas que sobraram do Moussaka? Elas mesmas, essas bonitinhas que salvaram minha fome e virará o novo petisco hit do momento.
Pra fazer, muito simples:

·         Azeite BOM

·       Temperos da sua preferência. Eu usei: orégano, alecrim, pimenta do reino moída na hora, alho cortado grosseiramente, manjericão seco, ervas finas, salsa desidratada, sal moído na hora e pimenta calabresa no capricho.

·         Uma forma

·         Papel alumínio

Corta as batatas em quatro no sentido do comprimento e não faz a bobagi de descascar as batatas. É a casca que vai formar uma capinha "cocrante". Forra uma forma com papel alumínio e faz sua gororobinha de temperos com azeite. Meleca as batatas cortadas nela.
Cobre as bonitas. (Lembra de preaquecer o forno a 200ºC)
Manda pra assar por uns 30 minutos.

Tira o papel alumínio de cima. Deita elas de ladinho. Mais 10 minutinhos e tá prontinho.
Menina, isso fica bom. Mas isso fica BOM DUM JEITO quee mesmo que você não seja do time das batatas, arrisca fazer em casa só pra poder sentir o perfume que isso solta pela casa! Foi Deus quem inventou o orégano e o alecrim, tenho certeza.

Ó a situação do "negoço":



(Sabe que se clicar na foto, o negócio cresce, né?)
Eu como sou do time dos carboidratos, nem preciso falar que amei, e que esse gostinho apimentado combinou com uma Stellinha Artois que foi uma coisa.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Já comeu MOUSSAKA?

Não?


Mas nem anima que não é mais um novo “japa”. É um prato grego, mas se fôssemos adaptar para o Brasil se chamaria Escondidinho de pobre. E é fácil, quase rápido e mega gostoso. Vi no Mais Você e adaptei de acordo com o que tinha na geladeira.






(Foto não é minha, que não deu tempo de tirar pq a fome estava apertada e a máquina desligada)



Pra preparar para 4 pessoas, você vaiprecisar de:

Meia cebola picada.
3 dentes de alho picados
¼ de pimentão picado
Caldo de carne em pó
8 azeitonas sem caroço em pedacinhos (troquei por milho verde)
2 beringelas sem casca em cubinhos (não usei)
Shoyo
2 tomates sem pele e sem sementes picados
2 batatas grandes cortadas em cubinhos
500g de carne moída
Queijo mussarela.



Molho Bechamel:


500 mL de leite integral
2 colheres cheia de manteiga
5 colheres de farinha de trigo
Noz moscada
Sal e pimenta.



Sacaram que dará mais trabalho picar isso tudo do que fazer o prato propriamente dito, né? Então põe o Cartola na vitrola, prepara a bebida da preferência e já pra cozinha.


Começa descascando as batatas e cortando em cubinhos e põe pra cozinhar na água com sal; enquanto isso vai picando tudo que tem pra ser picado e não reclama que vai ficar supimpa.
 Numa outra panela derrama um tico de azeite e põe a cebola e alho pra dourar. Joga a carne. O caldo de carne em pó, o shoyo, espera começar a criar aquela aguinha e então despeja tudo que foi picado na carne (tomares, pimentão, berinjela, azeitonas ou no meu caso, joguei milho). Espera cozinhar.


 Batatas ficaram prontas? Põe pra escorrer. Numa forma marinex, unte com azeite e faz uma camada com batatas.


 Pega o queijo mussarela e corta em pedacinhos e faz uma camada em cima das batatas. Dai vem a necessidade de fazer o molho bechamel.


Molho:


Coloca a manteiga pra derreter e em seguida vai jogando a farinha de trigo aos poucos, sem parar de mexer. Quando dourar, derrama o leite e espera adquirir cremosidade. Sem parar de mexer. Cremogemou? Acerta com sal e pimenta e capricha na noz moscada que é o “corpo” do molho.


Molho pronto, despeja uma camada desse creme em cima da mussarela.


Carne ficou pronta?


Faz uma camada de carne em cima desse molho. Por cima da carne, mais uma camada de molho, mais uma camada de mussarela e polvilha com queijo parmesão.

Então recapitulando fica:
Batatas-mussarela-bechamel-carne-bechamel-mussarela-parmesão.


Coloca em forno pré-aquecido a 200°C até dourar e só servir com arroz e tomatinhos.






terça-feira, 20 de março de 2012

Eu me sinto super feliz quando encontro uma pessoa tão confusa quanto eu,,,

Me perguntam, assim, o que tu achas de tal coisa. Pô, eu não sei o que eu acho. Na hora eu acho uma coisa, meia hora depois eu posso achar outra. Eu não tenho opinião definida sobre nada. Não acho que isso seja insegurança. Acho que é abertura, acho que tudo é passível de uma outra interpretação.]

(…) Eu fico completamente baratinado quando começam a me perguntar o que vai ser, o que vai acontecer com uma tal coisa. Sei lá, eu não sei onde é que eu vou estar amanhã. Eu sei o que eu to fazendo hoje, agora, o resto não interessa. Talvez o mal é que a gente pede amor o tempo todo. Não se preocupa nunca em dar amor, sem esperar reciprocidade.

(…) A gente ta se perdendo todos os dias, pedindo pra pessoas erradas. Mas o negócio é procurar. A gente não se entregar a qualquer tipo de amor ou de entrega. Eu nunca vi porque evitar a fossa. Se a fossa veio é porque tinha que vir, o negócio é viver e tentar esgotar ela. A gente, quando tenta analisar qualquer problema, sempre vai se aprofundando, aprofundando, até que chega nesse fundo que é amor sempre.

(…) A gente sempre procura um amor que dure o maior tempo possível. Procura, procura, talvez tu aches. Pra mim é horrível aceitar o fato de que eu tô em disponibilidade afetiva. Esse espaço branco entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa alguma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo porque não aguenta o fato de estar sozinho. Eu me sinto super feliz quando encontro uma pessoa tão confusa quanto eu. (…)
Caio Fernando Abreu